segunda-feira, 12 de julho de 2021

Documentário One of Us

 Esse documentário disponível na Netflix de 2017, mostra a vida de três judeus hassídicos após saírem da sua comunidade extremamente conservadora. Relata a vida do ator Luzer Twersky, aspirante a tecnologia Ari Hershkowitz e a dona de casa Etty Ausch.

Luzer, com já dito, é um ator que se afastou da vida ortodoxia a mais de 7 anos. Relata as complexidades entre conseguir um papel para atuar, o ter outras ocupações sendo que nunca enfrentou uma faculdade ou ensino médio, rever os seus filhos depois do divórcio da sua ex-esposa e a dificuldade falar com os seus pais.

Ari, relata como foi a sua saída da comunidade hassídica, o seu passado que para a comunidade sempre foi de uma criança rebelde, e até uma acusação de estupro que sofreu quando era criança em uma colônia de férias por parte de seu professor. Para muitos podem parecer estranho, mas judeus da comunidade não podem utilizar internet, celulares e nem computadores, nessa curiosidade até pela idade, Ari descobriu um outro mundo e foi ai que a sua vida mudou e viu não pertencia a aquele meio.

Etty, tem uma das situações mais complicadas do documentário. Mãe de 7 filhos, luta pra ter o seu direito de ficar com eles. Enfrentando o seu ex-marido agressor, seus pais e toda uma comunidade de 300 mil hassídicos para poder ficar com as crianças. Junto a tudo isso, têm de enfrentar diversas acusações e ligações de ameaça do seu ex-marido.

É um excelente documentário sobre essa ramificação do judaísmo, formada por judeus fugidos de antes da segunda guerra e no pós-guerra. Uma comunidade que se une para defender os seus direitos, e que com isso criaram uma sociedade paralela em pleno Brooklyn em New York.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Post-Punk

 

Um estilo criado meio que sem querer em 1977, pela banda Joy Division em Manchester na Inglaterra (banda favorita de quem vos escreve), mas muitos dizem que outras bandas já tinham feito algo semelhante, como o Public Image Ltd. com o First Issue o Siouxsie and the Banshees no The Scream e o Wire no Pink Flag. Mas o certo é que a primeira vez que de fato percebemos algo diferente musicalmente foi na single An Ideal For Living de 1978 do Joy Division, principalmente com as faixas Warsaw e Leaders of Mean. Com baixos estralados e principal instrumento sonoro, guitarras e baterias praticamente como acompanhamento, vocal e letras soturnas falando geralmente sobre assuntos cotidianos (depressão, convivência diária, sentimentos).

Muitas bandas marcaram o estilo, mas podemos citar além das já ditas como The Cure, Magazine, Buzzcocks, The Fall, Gang Of Four, Killing Joke, Bauhaus, New Model Army, Echo & the Bunnymen e The Smiths. Historicamente tivemos um predomínio da vertente no Reino Unido num tudo, mas tivemos grandes bandas nos EUA, Alemanha, França, Canadá, Brasil e União Soviética (sim, ainda quero escrever sobre essa cena). Depois de 1983, o estilo se expandiu para novos subgêneros com o Synth-Pop, Krautrock, New Wave, Rock Gótico, New Romantic, Rock Alternativo, Indie Rock, mas isso é papo para outros posts.

Minhas dicas para entender o estilo são:

·         Joy Division – Unknown Pleasures;

·         The Cure – Seventeen Seconds;

·         The Cure – The Head on the Door;

·         Bauhaus – 1979-1983 – Vol.I and II;

·         Siouxsie and the Banshees – Tinderbox;

·         The Smiths – The Queen is Dead;

·         Gang Of Four – Entertainment!.

 

Vive le Post-punk!

terça-feira, 1 de junho de 2021

 1499 – O Brasil antes de Cabral
 

Tive o imenso prazer de terminar recentemente o livro citado no título, do jornalista de ciência, escritor, youtuber e colunista pela Folha, Reinaldo José Lopes. Como não sou dá área de história e nunca fui muito entusiasta da pré-história do Brasil, fiquei extremamente surpreso pela grandiosidade da nosso Brasil da antiguidade. Dei uma chance a esse livro e sai muito animado, e até quem sabe num futuro próximo ler mais sobre esse assunto de outros autores.

O livro inicia-se falando sobre a vida dos primeiros seres humanos para América onde iniciaram à colonização à mais ou menos 20 a 15 mil anos atrás. Sobre o fóssil mais antigo descoberto no Brasil foi no início dos 90, no interior de Minas, em Lagoa Santa, foi chamada de Luzia. Ao longo do livro, vamos tendo mais percepções do Brasil antigo, como a ‘Terra Preta’ da Amazonia, os Sambaquis na região litorânea do Brasil, que vão do Sul de Santa Catarina e de correndo todo litoral do Brasil.

Temos a rápida percepção que os índios que viviam e vivem no Brasil de um modo de civilização totalmente diferentes dos maiores impérios das Américas. O ser humano por si só, tem mania de grandeza e uma alta tendência a se impressionar por grandes construções e impérios. Mas aqui em terras Brazilis, tivemos grande civilizações, em diversas épocas da nossa história antes de Cabral. Os índios de Marajó com as suas cerâmicas maravilhosas. Os índios da etnia Pankur com as Stonehenge na Amazonia, usado em funerais no Amapá. Os índios do Alto do Xingu com uma diversidade incrível de troncos linguísticos (aruak, carib, tupi, trumbai). As imensas plantações antigas de cacau, abacaxi, pimentas, guaraná, batata-doce, açaí, cupuaçu por diversos povos da Amazonia. Os Aimoré, Goitacá, Minuanos e Charruas que sempre foram contra colonização e acabaram sendo dizimados pelos colonizadores.

 Por fim, e não menos importantes temos um capítulo de extrema importância foi com a chegada dos colonizadores muitos desses grupos foram dizimados de diversas formas como pandemia de doenças trazidas pelos colonizadores onde os nativos não tinha imunidade, apoio dos colonizadores financiado batalhas entre tribos rivais e investidas de bandeirantes e outras organizações contra diversas tribos.

Esse livro vale a pena ser ‘devorado’ para conhecermos mais sobre a nossa própria história.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

The Liberator


Hoje finalizei uma minissérie chamada The Liberator, disponibilizada pela Netflix. Um excelente registro, em formato de animação, que conta a história de um dos grandes regimentos dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o 157° Regimento de Infantaria da 45° Divisão de Infantaria, que lutou contra os nazistas. A minissérie é baseada no livro The Liberator: One World War II Soldiers 500-Day Odyssey de Alex Kershaw. 

A história deles é incrível! Esse regimento foi formado por indígenas (das tribos Siouxs, Navajos, Apaches entre outros), americanos de origem mexicana e brancos. Na maioria das vezes, não se davam muito bem e no início tiveram muitas dificuldades de convivência, mas com o comando do tenente-coronel Felix Laurence Sparks, da cidade de San Antonio no Texas, o dia a dia entre os soldados se tornou um exemplo para todo o comando do exército americano. Mesmo que na época, nos Estados Unidos, essa convivência sadia fosse muito prejudicada pelas leis raciais contra as minorias, especialmente contra negros e indígenas. 

O drama em formato de animação contrasta todo esse conflito étnico com as batalhas que o regimento viveu no período da guerra de 1939 à 1945. A operação Husky e a Batalha de Anzio na Itália, a Campanha na Europa Ocidental nas batalhas de Bulge, Aschaffenburg e a Operação Dragão, são alguns dos combates relatados na minissérie.

O último atrativo e não menos importante, é o fato já mencionado que todo esse drama é em forma de animação, produzida pela A&E Networks. São quatro episódios e cada um deles tem em média 55 minutos. Para mim particularmente, achei incrível e totalmente diferente do que já vi relacionado a retratos da Segunda Guerra Mundial.  

Vale muito a pena ver!


Documentário One of Us

 Esse documentário disponível na Netflix de 2017, mostra a vida de três judeus hassídicos após saírem da sua comunidade extremamente conserv...